Antes de entrar na discussão sobre o papel representativo que o Rodrigão exerce no Big Brother, fiquei refletindo sobre algumas palavras expostas por seus amigos e até mesmo pelo o próprio modelo em suas justificativas de merecedor. Uma amiga do Rodrigão acabou revelando suas estratégias elaboradas por ele para vencer. Ele fez uma profunda pesquisa sobre o jogo, sendo dessa forma, o autocontrole, sua principal prioridade. O Rodrigão entraria como um bom observador, que, aliás, ele anda fazendo isso de forma hiperbólica. Ser observador é claro que tem uma conotação positiva, porém, à ausência do relacionamento pode causar um fracasso total.
O Rodrigão entrou com seu roteiro pronto, estabelecido e bem organizado. Ele é um cara simples, aparentemente, um ser simpático. Sinceramente, queria muito que ele se desenvolve dentro do jogo, explorasse toda essa experiência e ganhasse reconhecimento pela suas estratégias e colocações, pelo o ser que ele demonstra ter dentro de si. Ele tem um perfil bacana, que poderia ir muito além do personagem “galã da edição”. Infelizmente, ele se agarrou no seu livro “ manual de vencedor ” e esqueceu-se de viver tudo aquilo que ele prometeu mostrar no seu vídeo de inscrição. Quem é de fato o Rodrigão ? Qual sua história ? Qual sua verdadeira identidade ? O gostoso de curtir o Big Brother é isso, essas revelações, composições e desmistificações. Eu, no momento, perdi toda essa fé que tinha no Rodrigão, pois acredito que ele não encontrou o tom certo no jogo. Ele já passou por várias situações, que poderia muito bem demonstrar suas atitudes, pensamentos e recolocá-lo dentro do jogo. Porém, evita e perde o contato com o apresentador, e até mesmo com o público. Não sabe divergir com os participantes e nem com as câmeras, se isola em determinados momentos. Falta, exatamente, o montar de sua história dentro da décima primeira edição.
Mas, falar sobre o Rodrigão exige um pouco sair dos muros do Big Brother. Requer uma discussão sobre a famosa ditadura da beleza ( Essa busca constante e desenfreada pela beleza atingiu até os homens) suas indústrias, o capitalismo, escravização, imposições da mídia e principalmente nossa sociedade e suas ditas “ preferências ”. Mas, não quero me aprofundar nesses textos e seus contextos, pois gera uma abertura mais calorosa e perpassa por questões pessoais.
Vamos partir da convivência social e o mundo que Rodrigão enfrenta aqui fora. A beleza como fator determinante, pois, acredito essa ser sua principal arma, o que o faz pensar que levará o prêmio apenas por esse requisito. Analisar o Rodrigão é algo complexo, pois nasce contradições o tempo inteiro e nos leva criar mil possibilidades de pensamentos. Ele parece enxergar o jogo do Big Brother como mais uma de suas passarelas, onde o corpo é seu principal canal de comunicação entre ele e o público. No que se refere ao trabalho de modelo fotográfico em nossa sociedade, podemos pensar em suas encenações e representações, pois é nessa via que um modelo precisa muitas vezes frisar. Um diretor de cena, um fotógrafo, um pintor, ou seja, independente de quem for o objetivo de tal é captar o personagem e não a personalidade do modelo. Então na construção da lógica vivencial, acredito que o Rodrigão caminha com os mesmos passos, recusando uma dita e boa oratória. E assim, ele vai vivendo no jogo, não como um bom jogador, mas apenas como uma simples caricatura. Ou melhor, como um andar no tapete vermelho.
Enfim, acho que existem qualidades ótimas no Rodrigão. O seu jeito manso, sutil, e boa pinta acabaram conquistando uma parcela de fãs e admiradores de sua pessoa, principalmente o público feminino, que parece querer levá-lo para casa. Mas, o Big Brother é jogo, beleza é sim algo fundamental, nem sempre física, pois o brilho pessoal é maior. Não é apenas uma estratégia que determina o vencedor, mas um conjunto de estratégias implementadas pelas suas ações para atingir seu determinado objetivo.
É preciso uma nudez, onde exige muito mais que tirarem algumas peças de roupas. E nessa onda o Rodrigão vai seguindo à contramão, fazendo parte das estatísticas dos que buscam explosão do status pessoal. Demonstrando apenas um desejo exacerbado pela fama, em vez de, competir. E nesse seu “ manual de vencedor ” tudo indica que existe aquela velha teoria que em boca fechada não entra mosca, mas ele deveria saber que também não entra comida. Se é que você me entende. Acorda Rodrigão !
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