Eu não sei realmente de fato quem foi o responsável por escolher os homens dessa edição do Big Brother. Pensar sobre os reais critérios adotados por eles para colocarem na balança é algo misterioso, incógnito, e que causa total estranheza. Depois da eliminação de Adriana, chegou o momento de duas mulheres serem colocadas dentro de um quarto escuro, que segundo Bones e produção foi intitulado de “quarto do terror”. Diana e Paula, independente de suas posições e ações dentro do jogo, mostraram um poder de estratégias e métodos capazes de alcançar qualquer objetivo que fosse proposto. Isso é algo que nos faz esquecer, por apenas um instante, toda essa ideia de submissão e inferiorização que muitas vezes elas são enquadradas. Algo bacana e aplausível, já que elas não têm medo de irem à luta.
A Janaina é uma mulher que não consegue demonstrar potencialidade mesmo. Sua presença naquela casa é como ir a um restaurante e escolher um prato sem gosto e sem sabor. Ela comete alguns deslizes que são estridentes no jogo. O seu lado de relacionar com tudo aquilo é insano e bizarro; mas, o ato de sacrificar indo ao paredão foi digno e nobre. Eu achei sua postura valente dentro do contexto que é analisar os homens dentro daquela casa. Mesmo sabendo da existência da possibilidade dela não mais voltar ao jogo, Janaina apenas mostrou que até ela é mais digna que o trio de debilóides que lá reside. Diogo e Maumau gritam ao vento uma elevação moral, uma grandeza de alma e poder que nunca foi de fato concretizado. Chega ser deprimente e indigerível imaginar que alguém é capaz de levar para casa um produto tão falsificado e vencido como esse que está sendo vendido na prateleira.
Qual será o significado de nobreza no dicionário do Diogo? Eu tenho certeza que as pessoas se enobrecem através de sua personalidade, ações, virtudes e seu caráter. Há também algumas práticas e realizações que tornam algumas pessoas da mesma forma medíocre. Não consigo enxergar uma única relação lógica entre suas ideias, situações e/ou acontecimentos. Os indivíduos que conseguem admirar esses acéfalos poderiam explicar qual foi à causa, motivo, razão ou circunstância dessa abstenção deles em relação ao paredão. Afinal, eles serão os únicos escolhidos para compor à final. Mas, em minha mente só existe uma explicação convincente e racional pra tudo isso. Eles tiveram uma chance, seria um sacrifício penoso, contudo necessário; porém, foram covardes demais para abraçá-la.
Hipocrisia parece ser o reino deles. Mente tão bem que suas mentiras se tornam em verdades. E assim, são disseminadas por algumas pessoas que sofrem de vazio crônico. Pessoas que são escravizadas por um império de futilidade, que vivem com uma doença chamada de falta de reflexão inicial. É uma dita preguiça de pensar no que considera ser impensável. Os homens poderosos e do bem, “finalistas do jogo”, querem ganhar de todos sem viver os desafios. Encontra na mentira a segurança de sua covardia e mostram os dentes para defender aquilo que julgam possuir. Não competem pela razão de serem apenas patéticos e unicamente covardes.
A Barbie foi colocada pra fora, mas ainda resta o príncipe encantado. Ele respira lá apenas por causa de um alicerce – império que tenta fazer sua fortalização e sustentabilidade. O jogo perde-se para esse obscuro objeto de desejo, pois, poderia avançar mais em sua competitividade. A racionalidade até tenta vencer e superar tudo isso, mas à futilidade engole. E aquele delicioso caminho imprevisível do jogo, vai perdendo espaço para o previsível. Enquanto isso, nós estamos vendo aqui do lado de fora à hombridade desses homens que é tão estupefaciente.
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