A beleza de Diana e a feiúra do Rodrigão

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Algumas pessoas sempre me perguntam, qual terá sido o maior chamariz dessa edição do Big Brother. Mas, antes de qualquer resposta, eu sempre digo que é impossível não conseguir retirar algo de qualquer situação. Tivemos tantos bons atores e personagens interessantes, que seria injusto da minha parte afirmar que não houve mais de um protagonista. Afinal, em cada atuação e cenário, existia um participante nos fazendo se encantar com suas exposições. Maria, Por exemplo, até chega ser figurinha repetida, mas teve um enigma curioso. Foi capaz de nos fazer querer entrar naquela casa apenas para lhe dá uns bons tapas, porém, tem um poder de fazer qualquer um esquecer os erros cometidos por ela em questão de segundos e abraçá-la carinhosamente.


E no meio desse estrelismo, temos uma mulher que peca pela falta de carisma, sendo tão complexa e indecifrável para alguns. Ela não faz o tipo comum, entretanto, seu diferencial se torna uma arma portátil de fogo. Diana, ao contrário do Rodrigão , mostrou para o Brasil em tom de nudez toda sua personalidade. Os olhos dela são cor de pólvora, o cabelo parece um rastilho. O modo de andar chegar ser uma forma eficaz de atrair sarilho. Sua silhueta é um mistério da criação, e, sobretudo tem cara de anjo mau.  Fazendo-nos pensar, que serviu até de inspiração  ao compositor Jorge Palma, em sua linda obra “Cara d'Anjo Mau”.


Nem todos são capazes de encontrar o lugar que mora à inteligência dessa mulher. Seu lado cômico, não é interpretado por qualquer um. Muitas vezes, para compreender essa mulher chamada Diana, é necessário distanciar um pouco da nossa cultura machista, hipócrita e preconceituosa.  É preciso um pouco de respeito pelas escolhas humanas, afinal, quando é complementada de coração e alma, são maiores que qualquer fundamentalismo, crença ou partidarismo que seja exercido em nosso meio. Dentro do jogo, Diana foi capaz de se apaixonar, sofrer pela perda momentânea de sua fiel companheira de jogo.  Mas, engane-se quem acha que ela mergulhou na solidão do confinamento, pelo o contrário, criou suas alianças sem jamais deixar de acreditar em suas verdadeiras convicções. Diana não foi simplesmente madrinha de Maria e Wesley, ela foi à própria libertação da Maria enquanto mulher, e principalmente, enquanto ser mulher.


O Big Brother não teria tanto encanto sem essa produtora.  Quem conseguiu decifrar suas palavras, além das entrelinhas, pegou em seu olhar o desejo de repensarmos a nossa conduta humana. Os nossos princípios, que nos permitem avaliar o outro e sua existência. Nas rodas de suas conversas, ali estava uma Diana me fazendo pensar que ética não se resume apenas em uma filosofia de valores, mas de reflexão e respeito pelo o modo de viver de cada um.

Alguém, possivelmente, vai querer me responder: “ Diana não foi nada disso, meu filho ”. Será mesmo ? Ou você foi tão limitada que não teve capacidade e nem humildade para se permitir esse adentro ? Eu não sei se ela voltará do seu quinto paredão, talvez ela possa até ser eliminada, ou não. O que sempre será lembrado da Diana é sua autenticidade enquanto pessoa. Uma Diana verdadeira em seus sentimentos, transparente com as outras pessoas e sua personalidade peculiar. Soube, coerentemente, bater na porta daqueles que queriam o papel de amigo de todos ao mesmo tempo na edição. Arrancou-lhe as máscaras.


Essa beleza que existe na Diana, faltou na feiúra da beleza do Rodrigão. Ela foi capaz de despojar- se da hipocrisia, dos seus medos, da prisão da sua própria imagem. É essa perfeição que gosto de apreciar na Diana.  Sua firmeza de aparecer e de mostrar-se, de sair do escuro e lutar contra monstros e gigantes. Em minha opinião, uma pessoa pra ser considerada bela, envolve vários fatores que podem determinar o seu estado de ser bonita. Por isso, afirmar que Rodrigão merece ficar e ganhar o jogo por ele ser lindo, é revelar o seu puro senso de ridículo, conceito de ignorância e sua doença de vazio crônico. Enquanto Diana desfila sua beleza, uma beleza chamada coragem, Rodrigão vai mostrando toda sua feiúra. A feiúra da ausência e do vazio. Uma feiúra sem acento, com casaco e incompreendida pela irrelevância da sua entrada na décima primeira temporada do Big Brother.


Depois do retorno do Maumau, com suas leis e pregações, arrogância e humilhações. O Rodrigão, em seu pacto de aliança com o profeta, mostrou de fato quem era ele nesse jogo. Mas, ao perceber que o barco começou remar contra a maré, sua única fuga foi no papel de vitima e excluído do grupo. Pena que já não existia mais tanta beleza em seu rosto e no seu cabelo, permitindo que a feiúra tomasse sua face. Assim, vive o seu social apenas como sujeito singular, valorizando o seu ego e sua auto-preservação em prol do prêmio do programa. Enfim, no meu mundo, essa beleza da Diana engole toda feiúra do Rodrigão e prevalece enquanto qualidade. Se para você é o contrário, eu já vi que não gosto do bom gosto, e muito menos do bom senso. Não gosto e não gosto.





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