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Enfim, estamos na final. O jogo do Big Brother termina com uma sensação que ainda falta algo, que deixamos alguma coisa fugir de nossas mãos. Mas, temos diante dessa final, algumas opções de responder certas perguntas que ficaram perdidas no tempo e flutuando no espaço. Eu gostei dos três finalistas, da forma como eles construíram e edificaram suas permanências dentro do jogo. Da maneira que cada um se revelou diante dessa loucura que é viver dentro do Big Brother. Diana foi eliminada ontem, e mais uma vez, em seu Chat, mostrou toda sua inteligência enquanto mulher. Não uma inteligência no sinônimo de ser culta, possuir conhecimento e linguagem para analisar o mundo, falo de um bem valioso que é ter a consciência de si mesma.
No twitter, há quem lhe caracterizava enquanto traidora. Como se no Big Brother existisse heróis acima do bem e do mal. Afinal, nós nunca acordamos de mau-humor, não temos defeitos e sempre adoramos nossa vizinha de quase vinte anos de convivência. O nosso problema, é que esperamos que os brothers correspondessem sempre nossas expectativas e nossas vontades. Eu não vejo traição por parte de Diana em momento algum, afinal, ela jamais traiu seus impulsos, desejos e sua integridade durante sua permanência na disputa.
Ao sair do jogo, uma Diana racional, fica entre dois homens uma mulher de sobrenome emoção. Maria foi uma mulher totalmente nua, que extravasava na sua inocência e no seu pecado. O seu vestido preto e o outro branco a fazem parecer um anjo mostrando os seus demônios . Maria parece que entrou nesse jogo sem vestes e sem nada sobre o seu corpo. Em um programa de Televisão, tão aberto como o Big Brother, não controlou seus medos, sentimentos e tampouco seus desejos. Alguns chegaram até comentar de sua tamanha ousadia e atrevimento diante do público. Porém, lá estava Maria fazendo tudo de novo e dando um chute em quem queria usar da hipocrisia e do pseudomoralismo para lhe descriminalizar e condená-la. Eu gosto dessa Maria, do seu lado devassa e inocente na alma. O seu favoritismo hoje ao prêmio, não se dá apenas por causa de sua história com Maumau e nem com Wesley. Ela nasceu com algo que é capaz de influenciar pessoas e ambientes de forma agradável, natural e sutil. Maria tem o talento de ser carismática, e isso reluz através dos seus olhos e do belo sorriso que Deus lhe deu.
Eu gostaria muito que Maria saísse com esse prêmio. Seria uma bela vitória em cima dos perdedores que tanto humilhou e desprezou o sexo feminino nessa edição. Ao ganhar, ela joga no chão o discurso que mulher bonita não vence jamais. Será uma premiação de acordo com seus próprios méritos e não por causa de sua condição social. Essa edição jamais teria glamour, se não existisse Maria. E por ser simplesmente Maria, já merece os nossos aplausos e toda nossa admiração. Boa Sorte, Mary !
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