O gosto e o sabor de uma final

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Em uma sequência ufana, aconteceu o roteiro previsto de eliminação dos que foram aliados na ideologia tão escrota escolhida por Maumau nessa edição do Big Brother. Um verborrágico incurável ,  dentro e fora da casa , que se baseia  na estrutura de pensamentos tão distante do universo das pessoas que estavam acompanhando suas articulações e interrogações dentro do jogo. Não digo que tenha sido isso o fator determinante na hora de expulsar o Rodrigão, mas, pelo o andar da carruagem, foi um elemento que serviu de contribuição na hora do resultado. O Maumau, com suas ideias sem valores, entrou apenas para afundar junto com ele todos aqueles que enxergavam em sua pessoa, um semideus da sabedoria e do conhecimento. O Boninho, diretor do espaço,  terá noites e mais noites de tortura quando pensar no ser que arruinou  todas possibilidades de jogo no seu programa . Os sequazes, que optaram por vincular através da linha do Maumau, irão ter aqui do lado de fora um bom tempo também  para pensar sobre suas escolhas dentro do jogo.
 

O público parece que não aguentou assistir tanta soberania, arrogância, vaidade, hipocrisia e orgulho no mesmo quadrado.  O brilho que faltou na tropa dos eliminados, parece sobrar naqueles que ainda continuam dentro da casa. O jogo de inveja, menosprezo e indiferença foi degolado pela sinceridade, pela dose de desinibição e qualidade existente em Diana, Daniel, Maria e Wesley. Esses, independentemente de quem ganhar ou não o prêmio, já são considerados grandes vitoriosos. Não falo em ganhar por ganhar, pois seria algo muito pouco em comparação aos seus méritos e conquistas alcançadas na frente dos que pensaram em fazer um caminho de mentiras para garantir os seus lugares na final.


Estamos vendo hoje, um quarteto que não teve medo de se revelar diante do público. Pessoas com defeitos assombrosos, mas com qualidades interessantes e necessárias em qualquer individuo. Não são santos, e muito menos demônios. São apenas seres humanos que souberam nos divertir com suas loucuras, exageros, sentimentos e emoção. Nós podemos até não gostar de algumas de suas atitudes lá dentro, mas, jamais temos o direito de condená-los por simplesmente jogar o jogo exigido pela cartilha do Big Brother. Chegamos até rejeitar os seus comportamentos, poses e posições; entretanto, somos capazes de identificar neles alguns pontos e trazer para nossas vidas.


A final dessa edição aconteceu logo após quando o Rodrigão saiu. Daniel, Maria, Wesley e Diana juntos na piscina, formaram uma cena para fechar o pacote. Era como sentir o brilho da luz, da esperança e do sol em futuras edições. Confesso que não tenho preocupações em relação ao ganhador, afinal, quem desbancar ou não esse cheque, será considerado de qualquer forma um vencedor.  Não é um simples vencedor de troféu e de volumes, é um vencedor por ser admirável, pela sua delicadeza e bravura. O seu silêncio e suas histórias, o seu barulho e suas conquistas.  Dessa forma, pode sair qualquer um dos quatro amanhã, que certamente receberá os aplausos por triunfar sobre suas limitações externas e internas dentro do jogo. Por revelar ao Brasil uma beleza no meio de tantas feiuras iguais. Nas ruas, nas casas e nas redes sociais, o povo demonstra toda uma gama de carinho e afeto por cada um deles.


Não temos mais brigas, conflitos, acertos, rejeição e nem implicâncias. O que temos no terreno é uma dúvida de como escolher o melhor entre os melhores.  São tantas qualidades, que fica até difícil optar apenas por uma ou duas. Uma quantia de personalidade ilustre, notável e singular que o coração entristece quando o assunto é eliminar algum deles. Mas, podemos assistir daqui pra frente, uma competição saudável, sem disputas desonestas e violentas, sentindo apenas, o gosto e o sabor de uma final tão histórica como essa.




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