Uma mulher com direito de ser feliz

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Em uma das melhores festas, se não chega ser a mais importante ou interessante do Big Brother, Maria resolveu acabar de vez com o homem que sempre lhe tratou como um lixo. Um homem que era capaz de expressar na sua linguagem uma violência sistemática, não apenas contra Maria, mas dirigida contra todas as mulheres. O Maumau não é um homem que chegar ser apenas machista, ele é uma exibição do machismo misógino tão escuro e indecifrável em nosso ambiente de convívio social. 


Ontem, depois do beijo entre Maria e Wesley, o argumento levantado por ele se fazia no desejo da mulher viver apenas para um cúmulo da submissão à dominação masculina. Nesse conflito amoroso, temos como tirar um olhar para o nosso lado e fazer algumas mulheres repensarem nessas esperanças e ilusões que são disseminadas dentro de suas almas.  Muitas vezes, essa busca de querer mudar o comportamento do homem, é uma verdadeira armadilha. Esquecendo que a verdadeira mudança exige e perpassa primeiro dentro de si.


O papel de bom moço, gentil e educado não combina muito bem com esse Maumau. Sendo que no avançar do tempo e na quebra do limite, ele foi mostrando muito bem o seu estilo de controlar e manipular. A Maria tinha que ser apenas o seu fantoche, um brinquedo que ele pudesse se sentir dono. E nos seus instantes de desejos e necessidades, ela mostrasse um amor incondicional por ele. Não falo apenas de um desejo sexual, mas por uma vontade de conservar sua hierarquia, o abastecimento de sua auto-estima e de sua autoridade. Nesse jogo bem construído por ele, ela tem por obrigação cair em um profundo lago emocional e sempre se convencer que ela é errada em qualquer circunstância.       
  

Eu não o coloco como o único e responsável culpado. É claro que Maria compartilhou com essa situação, mas, não existem motivos justificáveis para essa desqualificação e revolta que o Maumau faz agora. Maria, enquanto mulher, e outras tantas Marias, tem o direito de sair desse ciclo vicioso. De encontrar uma maneira nova de viver, ser feliz e respeitada. Diante de tantas opções, ela tem sim uma que possa reconstruir todo esse comportamento, pensamento e sentimento de si mesmo. Chega dessa posição de menor valia, de frustrações e decepções. Eu queria muito ver Maria encontrar o seu lugar dentro dessa relação. Uma ligação que ela estabeleceu não só entre Maumau e Wesley, mas também entre todos nós que assessoramos sua história dentro do jogo.


As encenações e reações patéticas do Maumau na festa é fruto da perda de cumplicidade que Maria estabeleceu com ele. E que Wesley, de certa forma, arrancou dos seus braços. Não é o cúmplice, de característica positiva, que qualquer relacionamento amoroso necessita. Falo de um subproduto que consiga deixar sempre o seu poder em um determinado patamar, onde ele possa continuar com suas cenas de humilhações, abandono, perda e traição. É normal hoje em dia, estarmos sempre na frente de situações vivenciadas por mulheres, com essa forma de cumplicidade. Investindo sempre na mesma relação com o mesmo homem, mantendo assim, submissa no ato de conservar todos os dias o mesmo parceiro. É respirar uma forma que o homem, principalmente o machista misógino, encontra de oprimir a mulher como única maneira de controlá-la.

                                                          
O comportamento de Maria, com essa saída e volta do Maumau, não é digno de levantarmos dos nossos assentos e concordar com ela. São erros que requer um cuidado quando o assunto é adquirir uma ligação afetiva e sexual com outra pessoa. Maria é analisada por alguns olhares como uma mulher vivendo constantemente no vulgarismo, atitudes desrespeitadas e intolerantes. Mas, Maria já comeu o pau que o Diabo amassou nas mãos do Maumau e das nossas também.  Sofreu com a falta de compreensão e inteligência de um homem, sofreu de forma contínua com tamanha ausência de maturidade de um homem para uma mulher.  Ela merece um Wesley, que pelo menos carinho, afeto e tesão sabe lhe proporcionar de forma que um verdadeiro homem faz. Enfim, está na hora de deixar Maria ser feliz e beijar na boca.




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