,
O Big Brother terminou. Além de causar um efeito de abstinência, fica depois de tudo isso um campo fértil de especulações, invejas e intrigas. Não apenas por parte dos brothers e sisters que se atreveram entrar no reality show, mas também pelo próprio público. Um público que conheceu nesses últimos dias, toda uma intimidade que foi exposta e revelada para cada um de nós. O Big Brother sempre nos causa essa sensação de possuir o direito para intervir e opinar na vida pessoal de cada um. Mas, o jogo do Big Brother acabou. Aqui fora é uma nova vida. Uma vida que nos chama para ser vivida. E seguir em frente.
A vitória da Maria nos faz pensar no futuro do Big Brother com um novo perfil para os ganhadores. Um comportamento, um estilo e uma forma totalmente contrária ao que já foi apresentado antes. Encarar essa vitória da Maria é não olhar com os olhos do preconceito, pois, a ignorância provoca violência e cegueira. Seria uma atitude pouco inteligente. O que nos foi comprovado hoje no Faustão e na sua platéia ao receber Maria e os outros finalistas da casa. Algumas pessoas estavam mais querendo jogar Maria no fogo, para que ela pudesse revelar os seus pecados e se arrepender de tudo. Porém, esqueceram que sua filosofia de vida desde criança sempre foi “ Mariar ”.
Maria mexeu com muita solidão. Uma solidão própria e de muitas mulheres, que se dizem modernas e libertas. Sua trajetória no Big Brother será lembrada pelas suas contradições, exposições e ações incorretas. Eu sou eternamente grato pela sua capacidade de nos fazer rir e por seu jeito doce e meigo que nos encantou em vários momentos hilários ao lado do Daniel. O beijo dela com Wesley na frente do Maumau foi o ponto ápice do nosso prazer e divertimento nessa edição. Uma verdadeira justiça bem ao nosso modo. Eu, por exemplo, não gosto muito dessas jovens mulheres que entram no Big Brother querendo fazer o social. Querem se comportar como se fossem perfeitas, dando aula de conceitos de moralidade, mas renegando suas loucuras. Cansando-nos por ser tão politicamente corretas.
A nossa sociedade já é regida por regras e normas de comportamentos, onde para se ter uma vida social é preciso seguir alguns padrões religiosos, morais e culturais. O Big Brother é um jogo, e não carece dessas posições e sentidos para existir. O que queremos ver é como sua história será construída. O uso de suas estratégias, na sua mais plena complexidade ou simplicidade. Maria jogou no lixo muitas hipocrisias de mulheres que entraram no Big Brother. Sem falsos pudores, com irreverência e liberdade de ser nos cativou com seu carisma. Uma mulher tão sedutora, mas ao mesmo tempo uma frágil menina, generosa, amiga e sincera.
Maria tem um passado que parece ser uma cruz em sua vida. Daqui pra frente ela terá outro jogo para enfrentar. O jogo da vida real. Mas, tenho toda convicção que ela tirará de letras tudo isso. Jamais deixaremos de torcer e acreditar nessa grande mulher e menina. Afinal, pouco importa o que Maria fez ou deixou de fazer antes de entrar no jogo. Que ela possa sair dessas cobranças e da pressão da mídia, excessiva de crueldade e sensacionalismo. Do Faustão e sua turma ela se livrou. Os outros ainda virão. Porém, sua capacidade de espalhar amor e alegria, seja um ponto de referência dentro dessa escuridão. Eu prefiro entender e compreender essa Maria mais com os olhos da alma e do coração, do que com os olhos negros que nós temos. Salve, Salve. Nossa Campeã do BBB11.








|